segunda-feira, 6 de maio de 2013

O Laboratório

Fonte: Acervo de Roberto de Freitas


Até o final do século XX, a História era rigorosa no que tange as fontes para as comprovações dos fatos. Só eram respeitadas as informações contidas em documentos oficiais ou livros aceitos pelos governos.   Atualmente com a História Cultural (nova prática da Historiografia), duas fontes, antes discriminadas, são muito consideradas: depoimentos e  fotografias. Um complementa ao outro, pois nem tudo que vemos é o que parece, distorcendo assim os fatos. Teóricos denominam o fotógrafo como: “o filtro cultural”, aquele que registra momentos que jamais se repetirão, e ao socializar as imagens, transmite mensagens com sua intencionalidade através do “clique”. E a posteriori, cabe também às testemunhas relatar o que se vê nas imagens para análises e confirmações que vão somar em prol da memória de cada grupo social.
Neste registro fotográfico, vemos o laboratório de fotografia do “maior filtro cultural” do município de Torres; trata-se do equipamento de revelação e reprodução de cópias fotográficas do Sr. Ídio K. Feltes, fotógrafo pioneiro muito mencionado atualmente e parte de seu acervo fotográfico está em  livros, trabalhos científicos e veículos de informações em colunas de jornais, em blogs, em sites, na rede social e outros.  Vários equipamentos fotográficos podem  ser admirados em um memorial, atribuído ao Sr. Feltes, no Museu Histórico de Torres, que pode ser visitado no Centro Municipal de Cultura. Mas o que vemos aqui são outros aparelhos, que o então empresário inovador investiu em seu promissor comércio. Graças à sua iniciativa, temos hoje um acervo fotográfico muito rico, que estão em plena fruição, ou ainda, salvaguardados em álbuns de famílias torrenses, veranistas e turistas, que aos poucos estão sendo, mesmo que pareça ser uma redundância, novamente "revelados" ao um público interessado em suas origens. Prova da importância da identidade de uma sociedade, que garante a preservação da memória, fator principal que une uma cultura.
Quem posa para a lente, no momento de trabalho no laboratório, era um dos fotógrafos da empresa, o Sr. Ruy Luiz de Freitas, que posteriormente passa a ser o escrivão do Cartório de Paz de Torres. No detalhe vemos o mesmo vestindo um jaleco, comprovando o capricho e os cuidados para o melhor resultado das imagens históricas da “Mais Bela”. 

Um comentário:

  1. Parabéns pelo livro!
    Passear pelas histórias da nossa cidade é como enraizar as raízes!

    Continue esse percurso maravilhoso!
    Um abraço!
    Jaine Godinho Scheffer

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